"25% dos recursos saíram do governo do Brasil", afirmou o presidente argentino
| Foto: EFE/ André Coelho |
Em entrevista à rádio Mitre neste domingo (26), ele declarou que 25% dos recursos da suposta campanha são provenientes do governo brasileiro. Ele também acusou a administração mexicana e o Partido Democrata, nos Estados Unidos, de envolvimento.
– Sabe quem mais colocou dinheiro nesta campanha antiArgentina? O governo do Brasil. 25% dos recursos saíram do governo do Brasil. E depois eles vêm me falar de interferência. Além disso, [os brasileiros] desempenharam um papel muito ativo na campanha de 2023. Ou vocês já se esqueceram de que os assessores de [Sergio] Massa [que concorreu à Presidência da Argentina em 2023] eram um grupo de brasileiros enviados por Lula? – indagou.
Milei também se queixou da recusa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes em autorizar que ele visitasse o ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro (PL) na prisão domiciliar por tentativa de golpe de Estado.
– Quis ver meu amigo Jair Bolsonaro e não me deixaram, mas aqui o ex-presidiário [referência a Lula] veio cumprimentar a ré [Cristina Kirchner], não é? Ninguém o proibiu. No entanto, não me deixaram visitar meu amigo que, além disso, está preso injustamente – adicionou.
Lula visitou Kirchner em julho de 2025. À época, a ex-presidente já cumpria prisão domiciliar. Ela foi condenada a seis anos de prisão por administração fraudulenta e desvio de fundos públicos.
A escalada de tensão entre Milei e Lula ocorreu após o líder argentino tecer críticas ao brasileiro durante a convenção do Partido Liberal (PL) que oficializou a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência. Na ocasião, Milei chamou Lula de ex-presidiário e Moraes de “lixo calvo”. (Pleno.News)
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