Fenômeno foi observado nos municípios de Giruá, Sete de Setembro e Senador Salgado Filho na terça-feira (28). Casa da menina foi destruída e destroços atingiram a mãe, que passa bem.
| Foto: Luis Frey/Divulgação |
O acaso evitou que uma menina de três anos estivesse em casa no momento em que sua residência foi destruída pelo tornado que atingiu o Noroeste do Rio Grande do Sul na noite de terça-feira (28). Horas antes, ela havia sido buscada pelo avô.
Ela é filha do casal Gilço e Dieli Amaral, que estavam no imóvel no momento da chegada do tornado a Giruá. Por sorte, a menina não estava lá. Ela pediu para ir passear na casa do avô, Neide Amaral, que mora a cerca de 10 quilômetros da filha, em um local que não foi atingido.
“Ele (o avô) veio buscar e levou ela ao meio-dia”, conta Dieli, visivelmente abalada.
Ela aproveitou o tempo aberto que fez durante o dia, antes da chegada da tormenta, para limpar a casa, enquanto Gilço acabava de chegar do trabalho quando o tornado se estabeleceu. Ela acabou sendo atingida por destroços, mas não se feriu e passa bem.
“Foram segundos. Deu um primeiro baque e, em um segundo, não tinha mais nada”, relata Dieli.
Foi o próprio avô da menina e pai da Dieli quem foi até o local ajudar as pessoas atingidas. Ele relata uma situação de desespero após a traumática passagem do tornado.
“É um trauma. Foi toda a propriedade. Foi um desespero. Os vizinhos vieram ajudar. Começaram a tirar debaixo dos escombros. O último (a sair) foi às 20h, e era 18h e pouco quando o tornado veio. Eles estavam debaixo dos escombros. Sorte que (o Gilço) ainda tinha o telefone e conseguiu pedir socorro”, relata Neide Amaral. (Fonte: G1RS)
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