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| Governador recebeu as demandas do empresariado |
O governador Eduardo Leite (PSDB) retorna nesta quinta-feira ao Rio Grande do Sul no mesmo voo que trará o presidente Lula (PT) e sua comitiva ao Estado. A carona foi oferecida pelo petista ao tucano, que na quarta-feira cumpriu uma série de agendas em Brasília. Entre elas, de ato para marcar o Dia Internacional do Meio Ambiente, no Planalto.
A expectativa é a de que Leite consiga conversar de forma mais reservada com o presidente durante a viagem, em relação às duas iniciativas consideradas prioritárias entre as prioridades: um programa de manutenção de emprego e renda, nos moldes do que ocorreu na pandemia, e a recomposição de receitas para o governo gaúcho e as prefeituras, devido ao tombo na arrecadação gaúcha.
“Tivemos a suspensão do pagamento da dívida por três anos, mas esses recursos serão utilizados para a reconstrução. A queda forte na arrecadação vai atrapalhar a prestação de serviços e outros investimentos que também são importantes. A queda ficará entre R$ 6 bilhões e R$ 10 bilhões para o Estado e os municípios até o fim do ano. Por isso a necessidade de reforço do governo federal. No curtíssimo prazo, temos reservas, mas são limitadas. Se não tivermos recomposição de receitas, o Estado vai se ver, de novo, em uma situação de atrasos nos salários ou vamos ter que comprimir muito os investimentos, o que irá punir a população de outra forma. Desejo poder contar com a sensibilidade eoapoio da União neste sentido”, disse Leite, ao chegar no Planalto.
Os dois pedidos vêm sendo manifestados pelo governador e constam em documento, de 14 páginas, que ele entregou a Lula em Brasília. A intenção de Leite era a de conversar com o presidente durante as agendas por lá, o que acabou não acontecendo.
Fonte: Correio do Povo

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